sexta-feira, 13 de abril de 2012

Minicrônicas Discográficas #17






















A Editora Subversos publicou em seu blog a primeira parte do meu protoensaio "A ofensiva Cultural: Compartilhamento de Arquivos, Audiofilia e Capitalismo", publicado no Matéria. Pretendo transformar estes dois protoensaios em um ensaio corrente, mas como se trata de um pasarinho em pleno vôo... # Entre as críticas de disco que publiquei na FACT nos últimos meses, destaco três lançamentos muito legais: Keepers of the Light, primeiro disco conjunto do coletivo inglês LHF,  e os novos EPs de 2562 e Falty DL, respectivamente Air Jordan e Mean Streets pt 2 # Também fiz uma galeria de atrações imperdíveis do Sónar São Paulo, que começa dentro de um mês # O Queremos fechou shows no Rio com Mogwai, Little Dragon e James Blake # Mais que isso: o Queremos também fechou com o incrível, genial, absoluto Tony Allen, com fortes doses de emoção. Tipo: faltam dois minutos e dois ingressos, vamos rapaziada! # Thiaguinho, cantor do Exaltasamba ao lado do excelente Péricles, disse (declarou? falou doidão? balbuciou pruma repórter? proferiu?) que se orgulha de "ter mudado um pouco a história do samba" e atribuiu isso ao seu estilo diferenciado de cantar, influenciado pelo R&B. Declaração infeliz, já que a tal mistura de samba com soul e R&B não é matéria propriamente nova. Porém, a declaração suscitou artigos e debates, entre os quais o publicado pelo crítico de arte, professor e ensaísta Fred Coelho em seu blog. Intitulado "Este não é um texto sobre samba", o artigo foi prolongado por um debate no Facebook, também publicado no blog sob o título "Este é um debate sobre samba" # Excesso, costume, malemolência? Qual o mistério do samba? # Câmbio, desligo.

Bernardo Oliveira



Electric Wizard – Legalise Drugs & Murder (2012; Rise Above Records, Reino Unido)
Legalise Drugs & Murder começa com o som característico de um bong, mostrando que as semelhanças com o disco Master of Reality não se limitam à capa. A faixa-título é um exemplar típico de stoner doom: traz peso, riffs de aspecto dopado e timbres inspirados na geração de 70. Já o lado B, "Murder & Madness", mistura riffs lentos com piano e vocal reverse em um formato pouco explorado pela banda.







Bruxa – Eye on Everybody (2011; Sweating Tapes, EUA)
Eye on Everybody, primeiro EP da Bruxa, é a trilha sonora perfeita pra uma sexta-feira 13. Beats pesados e linhas repetitivas que geram um clima soturno, com um pé no Witch House e o outro pé no post-dubstep. Enfim, uma artista antenada em tudo que tem rolado de mais legal na música eletrônica da década de 10. Não poderia deixar de citar os vários trechos cantados em português, com destaque para a linha vocal da faixa "Aqui", inspirada no funk carioca.





Macintosh Plus – Floral Shoppe (2011; Beer on the Rug, EUA)
O coletivo New Dreams Ltd me chamou a atenção pela temática: todo o universo do Macintosh Plus e dos demais artistas envolvidos gira em torno da tecnologia da década de 90, como o próprio nome sugere. Musicalmente, Floral Shoppe remete às músicas que escutamos nas estações AM – tão populares nos consultórios médicos – fazendo uso de intervenções como colagem e sons processados, resultando em uma sonoridade deteriorada.




Thiago Miazzo

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