domingo, 17 de junho de 2012

Giacinto Scelsi: "Quattro Pezzi su una nota sola" (1959)


























“No fim dos aos 50, Giacinto Scelsi, um compositor italiano autodidata e antigo playboy, que já tinha se envolvido com as religiões orientais e teosofia, teve a ideia extraordinária de escrever toda uma obra — as “Quatro Peças” para orquestra de câmara — que consistia apenas em notas simples, uma para cada movimento. Scelsi não foi o primeiro compositor a chegar a esse conceito: Elliott Carter se aventurou em seu “Eight Études and a Fantasy”, em 1950. Também não se trata do mesmo esquema seguido literalmente: os instrumentos, muitas vezes longe de dobrar a nota fundamental, se deslocam por microtons e semitons, ou intervalos maiores. Mas, no final do trabalho, uma mudança de paradigma ocorreu: o tom é todo-poderoso, mais uma vez. A Música retorna às suas origens primitivas, quando as melodias são formadas a partir do ruído. Em cada uma das obras subseqüentes de Scelsi o fenômeno se repete. Não é de admirar que este romano excêntrico e obscuro, que se considerava um "mensageiro" ou um "médium", se tornou uma figura cultuada entre os compositores mais jovens: ele fez do eterno, novo.” (ROSS, Alex. Giacinto Scelsi: "The Messenger". The New Yorker, Nov. 21, 2005. http://www.therestisnoise.com/2005/11/giacinto_scelsi.html)













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