terça-feira, 24 de julho de 2012

(crítica - disco) Om - Advaitic Songs [2012; Drag City, EUA]

























Antes de começar a falar a respeito de Advaitic Songs, quinto e mais recente LP do Om, permita-me traçar um breve panorama sobre a carreira de Al Cisneros: integra, ainda na década de 80, a banda crust Asbestos Death, que deu origem ao Sleep e ao clássico Holy Mountain. Com o final da banda, Cisneros monta o Om, acompanhado pelas baquetas do parceiro Chris Haikus. Gravam três discos de estúdio, além de um registro ao vivo em Jerusalem. Haikus bodeia e abandona Cineros em 2008, sendo substituído por Emil Amos que faz sua estréia em God is Good e traz uma nova sonoridade.

Logo de cara, percebe-se que Advaitic Songs é um disco com uma produção mais bem cuidada, quando comparado aos seus antecessores, e que a duração das músicas diminuiu drasticamente. Ao mesmo tempo, a estrutura progressiva permanece e o duo se mostra ainda mais criativo, compondo músicas bem mais complexas e recorrendo a outros instrumentos, como o cello. Faixas como "Addis"  e "Gethsemane" se enquadram perfeitamente na fórmula desse "novo" Om, uma atmosfera ainda mais introspectiva, em que as cordas criam texturas droneadas, acompanhadas por linhas de baixo e bateria sempre precisas. É pelo arranjo de cordas e a estética grave que o Om conquista, com destaque para a bela "Haqq al-Yaqin". Mas confesso que sinto falta do jeito retão do Haikus e das patadas que ele dava no ride quando ouço a pesada "State of Non-Return" (um petardo!).

Ouça State of Non-Return.

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