domingo, 17 de janeiro de 2021

2020: Luz nos trópicos, de Paula Gaitán







A sensação coreografada: a coreografia de câmera (aceleração: Menken, Mekas; desaceleração: Pialat, Huillet/Straub, Paula Gaitán...). Desaceleração do mundo, dilatação que não expõe nem a micro nem a macropolítica, mas a palpabilidade das potências. O tempo todo é o prazer tátil: a palpabilidade da sensação. Sensação como potência, para além da percepção (invenção). A abolição (libertação) dos corpos corresponde à libertação do drama: o anti-drama. O tempo dilatado e os saltos espaço-temporais como consequência da libertação do drama. Um filme sobre filmar, mas filmar é coreografar. Coreografar a câmera para além da relação sujeito objeto. New York, Xingu, XVIII, XXI, pintura, escultura, ralentação e concretude.

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